terça-feira, 2 de abril de 2024

Porco

 Maldito porco branco

que ri do sofrimento meu

seu

nosso

Por que não tiro da cabeça

esse verme

minhoca o parasita cerebral eletromagnetizado

minhoca

porca

em forma de porco

cibernetico

inferno, hermético

adiciono verso

assassino

maldito

Por que eu?

Por que você?

Por que esse fardo? A sina

Vida assassina

Espero que morra

Com dor

e terror

Em um turbilhão de mil sentidos

no fim dos tempos

Quando tudo, tudo for vermelho

nesse meu mundo psicopático marcial

Canção

que esse grito de ang´stia

ó mundo agonizante

seja não um lamento, mas um conto

uma canção de vitória vermelha

pois o maldito verme vil cheio de gala gozava com nosso suor e dor,

que ele seja vítima e testemunha de nossa fúria

que o trovã rubro que flagelou o cume da montanha seja o primeiro marco

do fim desse mundo de trevas onde vivemos, eu e tu

haverá de vermos o inimigos sangrar como um maldito porco sobre sua poça de sangue escuro e fétido,

e então, enforcado com suas próprias tripas podres, 

como animal que é

que nossa batalha seja uma canção!

e que a cantemos no final

vitoriosos

domingo, 31 de março de 2024

Cova

 O que escrevo não é piada

não é anedota

o que falo não tem graça, é sério, me escuta!

Quero me afogar

em alto mar

quero amar, mas só quando gritar

Como gritei

Ah, mãe, eu errei 

Desculpa se te machuquei

Eu te amo, no fundo é real

Embora não possa explicar

Mas no braço explico, com essa cicatriz me identifico

Pois pela lâmina quente

Violenta

Tormenta 

Agourenta

Nariz e venta

Venta, tenho medo, ventofobia

Por meio dela, o amor com dor

Expresso o verso do meu interior

E ao pouco me destruo, até o fim negro 

inonimável

Até cavar minha cova, com meu sujo nome

Porco

 Maldito porco branco que ri do sofrimento meu seu nosso Por que não tiro da cabeça esse verme minhoca o parasita cerebral eletromagnetizado...