domingo, 31 de março de 2024

Cova

 O que escrevo não é piada

não é anedota

o que falo não tem graça, é sério, me escuta!

Quero me afogar

em alto mar

quero amar, mas só quando gritar

Como gritei

Ah, mãe, eu errei 

Desculpa se te machuquei

Eu te amo, no fundo é real

Embora não possa explicar

Mas no braço explico, com essa cicatriz me identifico

Pois pela lâmina quente

Violenta

Tormenta 

Agourenta

Nariz e venta

Venta, tenho medo, ventofobia

Por meio dela, o amor com dor

Expresso o verso do meu interior

E ao pouco me destruo, até o fim negro 

inonimável

Até cavar minha cova, com meu sujo nome

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Porco

 Maldito porco branco que ri do sofrimento meu seu nosso Por que não tiro da cabeça esse verme minhoca o parasita cerebral eletromagnetizado...